segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Como se sente?
Quais são suas dúvidas profissionais?
Quais são os seus sonhos?
Quais são os seus desafios?

Como me sinto? acho que confusa é a melhor resposta! Confusa por que já não me encaixo em nenhuma classificação . Não sou mais "adolescente", meu nível de conhecimento e auto-conhecimento já superaram essa fase e os meus compromissos e minhas responsabilidades são muito superiores ao que me era exigido nessa época. Não sou adulta ainda, não por que não me sinto adulta (se é que exista alguma forma de se sentir assim), mas por que não consigo me sustentar ainda, na verdade estou bem longe disso. Eu me auto defino pseudo-adulta. Uma pseudo-adulta que esta num estagio avançado dentro da arquitetura, já enxerga o fim da faculdade, que já trabalha como se estivesse terminando (ou terminado mesmo) mas que tem a consciência que ainda falta um ano. E um ano é um ano, vai demorar um pouquinho a passar.
Na verdade esse um ano que falta é o que mais da frio na barriga, porque a vontade de que ele chegue logo é enorme. mas ao mesmo tempo... a faculdade terminando da uma incerteza tão grande: o que vou fazer? continuar trabalhando onde trabalho? continuar estudando e fazer uma especialização na área que eu gosto? viajar?
O difícil é prender a ansiedade e respirar fundo pra ficar tranquila. Por que essas duvidas, não tem jeito, só o tempo pra tirar. E quem sabe, ate la pode acontecer tanta coisa que pode ate surgir mais opções de futuro.
Eu já falei de meus objetivos e sonhos. Mas aqui vai de novo: tenho objetivos que podem ser classificados como sonhos. Coisas que quero muito fazer, e irei. Não digo que são mudanças de vida, mas podem ser classificadas como evoluções: coisas que irão acontecendo com o tempo e da maneira certa. Quero muito me formar, e continuar trabalhando com escritório de arquitetura. Não quero ser Niemeyer, bem pelo contrario. Trabalhar com a área de projetos e depois com a execução deles em obras, no contato direto com os problemas e com as pessoas capazes de resolve-los me satisfaz muito profissionalmente. Essas interrupções do cotidiano do trabalho com incursões a obras deixa o dia-a-dia mais leve e melhor de levar adiante. Quero muito me especializar em habitação (cursos, mestrado, doutorado...) e poder lecionar nessa área. Toda forma de conhecimento é bem -vinda, e quando, alem de o possui-lo, somos capazes de passa-lo adiante temos algo maravilhoso na mãos e temos que tirar proveito disso. Fora isso tenho desejos de poder viajar muito, conhecer outras culturas que ajudem na minha formação tanto humanística quanto profissional. Mas acho que isso é um complemento e que vai acontecer naturalmente ao longo do tempo.










DESTINO


Escrevo como quem toca um piano
Desejando escrever uma Ópera
Para que minhas palavras sejam eternas
Enquanto toquem

Enquanto toquem meu coração
Que luta para ser feliz
E se libertar de pequenas pedras
Que insistem em ficar em meus sapatos

Que caminham procurando direção
Para que meu sol volte a brilhar plenamente
Como quando estou com você
Junto ou na minha mente

Imaginando o dia que partirei
De onde não consigo mais ficar
Como caminhei um dia na vida
E sem saber fui te encontrar

Como um ser que vaga sozinho
E é atropelado pelo seu destino
Destino que apenas me mostra o que já sei
E que me pede para deixá-lo me levar

Para onde jamais saberei
Pelo menos por agora
E mesmo assim confio nele
Pois foi deste mesmo jeito que lhe encontrei.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Louvados sejam os desassossegados de nascença!

Eu não sou daqui- Martha Medeiros

Qualquer pessoa que comece a escrever poesia irá, cedo ou tarde, usar como tema a sensação de ser um estrangeiro. Em seus versos, dirá que não pensa como os outros, que tem a impressão de ter vindo de outro planeta, que não se reconhece entre seus pares. Quem faz música também acaba falando sobre isso, mais dia, menos dia. É um assunto que cativa, já que todos nós, em um determinado momento da vida (geralmente na adolescência) nos achamos, mesmo, muito diferente dos outros...
...Quando ele diz que somos todos ficcionistas, não está sugerindo que somos todos uns fingidos. O que eu compreendo disso é que, ao nascer, recebemos mais ou menos o mesmo dote: uma família, algum amor e alguns ensinamentos. Para quem é um pouco preguiçoso ou carente de imaginação, isso basta como baliza. Irá se satisfazer com o que foi recebido e contar sempre a mesma história sobre si mesmo. Mas há os desassossegados de nascença: louvados sejam. Para esses, a vida é um livro em branco, uma oportunidade desafiadora de criar o seu próprio personagem e enriquecê-lo com experiências, desejos, erros, acertos, alegrias, tristezas. Qual é o maior presente que nossos pais podem nos dar, além de algum amor e algum ensinamento? É justamente essa fagulha acesa no olhar, esse espírito aberto, o empurrão para ir além do “prefácio” e buscar a construção de si próprio visitando outras galáxias – que nada mais são do que outras pessoas e vivências. É através dessa matéria-prima que iremos estabelecer o fio da nossa narrativa, é que permitiremos que os outros nos conheçam – e que a gente se autoconheça mais um pouco também, através do olhar de fora.
É uma vida inventada? No melhor sentido. É uma vida que se atreveu a ir além dos 10 mandamentos iniciais. É uma vida regida por outros tantos: não julgarás os diferentes de ti, não criticarás o próximo sem antes ouvir suas razões, não te contentarás com o que aprendestes em casa, não evitarás estradas só por não saber onde elas levam, não abdicarás de conhecer mais a ti mesmo, não censurarás aquilo que não compreendes, não te acorrentarás ao que te dá segurança, não te conformarás com tua ignorância, não temerás a amplificação do teu universo.
Em suma, o “eu não sou daqui” é a frase dos que não se atreveram a desbravar o mundo, preferiram se manter estrangeiros por orgulho e por medo. Só quando saímos do nosso esconderijo é que descobrimos que somos todos do mesmo lugar.

Para texto completo http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2117444.xml&template=3916.dwt&edition=10481&section=1026

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Quem EU sou!

É muito dificil falar sobre si mesmo, sobre o que somos ou como somos.
Talvez eu não saiba muito sobre a minha pessoa, talvez eu apenas não saiba como me expressar. Mas eu sei onde quero chegar, sei que no caminho ate la vai ter muitas curvas e desafios e que no meio da tragetoria o objetivo pode mudar.
Por enquanto eu vou conquistando os objetivos do dia-a-dia.
Hoje conquistei mais um.


Natural da serra gaucha, moro em Porto Alegre a alguns anos. Tenho 22 anos e estou no quarto ano da faculdade de arquitetura da UNISINOS. Hoje posso comemorar algumas coisas que conquistei nesse meio tempo. Como a paixao pelas questões de habitação (unifamiliar, plurifamiliar, de interesse social, tipologias, evolução, influencias das diferentes culturas ...) e sustentabilidade, e a forma que as duas interagem.